domingo, 3 de abril de 2022

A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO

Indiscutivelmente os textos aqui postados discutirão sobre minhas experiências e a de outras pessoas, no intuito de auxiliar, de somar cada vez mais e fazer com que mais pessoas tenham conhecimento de que existe sim o transtorno da mãe narcisista. Que é caracterizado pelo perfil psicológico da mulher que tem opinião elevada sobre si, julgando-se superior aos demais exigindo por isso maior atenção sobre si. Tem pouquíssima empatia, faz-se de vítima do mundo  acreditando-se sempre certa em suas ações, gerando na maternidade portanto, comportamentos abusivos que prejudicam a saúde mental de seus filhos.

É de extrema importância que nossos leitores saibam que não sou psicóloga e nem estou autorizada a esclarecer dúvidas ou auxiliar  meus leitores em conversações “inbox”. O mais indicado é que procurem ajuda profissional séria. Mas com tudo, caso venham a se beneficiar dos textos que aqui serão postados, caso haja identificação saibam que tudo o que aqui está sendo criado é para ser compartilhado de forma sadia, sobre reflexões pessoais, com o único intuito de ajudar ou de alavancar decisões. A decisão de procurar ajuda médica para curar-se e viver a vida que Deus tem preparado para cada um de nós.

O texto acima remete-nos a uma analogia de que as mães têm o poder supremo, aqui na Terra de “construir” personalidades, pois elas em sua grande maioria cuidam da criação dos pequeninos, ensinando-lhes, corrigindo e nutrindo seus filhos até que estejam fortes, adultos e preparados para enfrentar as intempéries da vida. Na maioria dos casos dá certo, são as chamadas famílias funcionais que conseguem educar seus filhos dentro de um padrão familiar positivo e saudável, onde desenvolvem-se mentes equilibradas.

Toda criança merece e precisa ser bem direcionada na vida e preparada para ter valores, conceitos, equilíbrio mental e físico, autoestima, autoconfiança, alegria e entusiasmo pela vida. Afinal, estamos falando de seres humanos que se tornarão adultos e atuarão em todas a áreas profissionais, constituirão família e aí, qual exemplo poderão dar aos seus filhos? Quais valores terão aprendido para passar? Qual o nível de saúde mental desses adultos para que consigam suportar os revezes da vida? Em que áreas vão atuar e como vão conviver em sociedade? Quais serão os recursos e ferramentas poderosas que buscarão para enfrentar  as crises familiares e também no âmbito profissional? Fica aí um interrogação já que filhos de mães com transtorno de personalidade narcisista não têm nada disso, apenas traumas e dores na alma para compartilhar com a vida que por si já nos exige excelente saúde mental para darmos conta dos embates e dos enormes desafios. Quando crianças são geradas e criadas por mães narcisistas tudo acima inverte-se num ângulo completamente doentio de se ver a vida.

A mão que balança o berço pode também ser a mão de uma alma com profundos traumas e conceitos distorcidos de superioridade, profundamente vaidosa e cheia de recalques, orgulho e completamente dominada pelo ego. Pode ser a de uma mãe que tem quase nenhuma empatia pelo próprio filho o por quem quer que seja e que só vive  de equívocos e de artimanhas para manter-se no controle todo o tempo.


TEXTO DE AUTORIA DE: Letícia Gonçalves

Imagens: Pinterest


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