Desde o início da minha adolescência em diante houve uma espécie de desejo de aniquilamento da minha personalidade ainda em formação, pela minha mãe que começou com os ciúmes e com as cobranças, e carências dela. A manipulação da mente e o “roubo” da minha identidade através das críticas severas e fofocas e das mentiras que eram contadas quando eu demonstrava amar outros parentes consanguíneos, por exemplo. Lamentavelmente haviam comparações mesquinhas de uma concorrência infantil da parte dela e desleal e as chantagens emocionais. Mas vamos colocar cada coisa em seu lugar para que possam me compreender melhor, eu não podia admirar ninguém, quando isso acontecia parecia que estava cometendo um crime parecia que estava fazendo algo errado, nascia em mim um sentimento de culpa que nunca mais cessou. Não podia elogiar pessoas que eu gostasse ou me aproximasse para novas amizades, isso sempre era um problema. Se na mesa do almoço de domingo eu não elogiasse a sua comida, ganhava uma cara fechada da minha mãe que se lamentava e cobrava agradecimentos ou pelo menos elogios, e um desprezo que se seguia com as horas até o outro dia. Doutra feita não podia ter minhas próprias opiniões, desejos, gostos, nada que fosse fora do mundo egoísta e narcísico dela. Tinha que gostar somente dela, apreciar somente os seus talentos e aplaudi-la sempre (não sabia o que deveria “aplaudir”) ou do contrário eu recebia críticas e era alvo das mais sórdidas chantagens emocionais e de represálias e mais desprezo.
