Um dos fatores mais comuns e marcantes é a falta de empatia
e a necessidade de ser o centro das atenções. Digo falta de
empatia porque a mãe narcisista, como percebe-se mais importante que os outros,
sentindo-se superior a todos, não consegue ver o outro como figura importante
em sua vida, sito é, não consegue perceber seus próprios limites e até onde
eles vão, enxerga e percebe somente seu espaço, suas dores, seus dramas, o
outro não é nada. Quando ela deixa de ser o protagonista e entende que está
para os filhos como um ator de papel secundário, irrita-se e ataca! Então é
muito difícil para uma pessoa com esse transtorno de personalidade ver antes do
alvo o ser humano, ver antes do “adversário”, um filho, ver antes do seu
joguete e do “brinquedinho” uma alma que necessita de respeito e compreensão.
O pai ou mãe com esse transtorno, infelizmente carece de empatia. Até os filhos “dourados” deixam de ser os “prediletos” caso discordem de seus pais narcisistas ou não os aplaudam em algum momento, são postos de lado e o ataque então começa: temos aí as sanções, as ofensas, os castigos, as chantagens emocionais, etc. Um pai ou mãe narcisista não aceita na maioria dos casos a ajuda de um psicólogo porque como não vê em si nenhuma falha nem erro, ao contrário sente-se a grande vítima diante de uma acusação correta ou de uma crítica necessária. E como sabemos quem não reconhece seus próprios erros não vê necessidade de corrigir-se, aí mora o problema, pois os filhos podem sofrer por toda uma vida nas mãos desses pais.
QUAL SERIA A SOLUÇÃO ENTÃO?
Para os pais narcisistas nenhuma até o momento, mas para os
filhos que já se identificaram filhos de pais assim, há solução. Busquem ajuda
profissional de um psicólogo para tratamento dos traumas e da baixa estima
porque dá resultado, obviamente é um processo delicado, demorado mexe com o
psicológico, mas é uma caminho para o entendimento e da cura, se um filho foi
vítima de uma mãe com transtorno de comportamento narcisista por trinta anos,
não será de um momento para o outro que as coisas se ajeitarão, não é mesmo? É
preciso paciência e disciplina.
Para os filho que estão com a situação financeira em dia, o melhor é o afastamento do lar disfuncional onde há a relação tóxica com essa mãe ou pai narcisista. Caso esse filho possa e seja maior de idade, o melhor é buscar uma vida independente, saudável, alegre e deixar para trás o pesadelo de um convívio doentio e traumatizante. O mais recomendado são as pesquisas sobre o assunto na internet (em sites sérios), em literatura específica e com a ajuda dos profissionais da saúde, terapeutas, psicquiatras, etc.
E o tiro de misericórdia seria mesmo o perdão. Só compreendendo que um “pé de abacate não pode dar rosas ou pepinos, apenas abacates”, é que conseguiremos perdoar e nos libertar dessa dor, dessa mágoa dentro do entendimento de que é preciso dar um “restart” em nossa vida e que o momento é agora.
Para um outro grupo de filhos que não têm condições
financeiras que lhes permitam sair do ambiente tão carregado e doentio, o
melhor é saber estratégias de sobrevivência e ter paciência, busquem auxílio,
jamais desistam!
Um caminho positivo é a busca pela religiosidade, desenvolver
uma conexão com o divino e meditar, procurar nas horas vagas ambientes de paz e
com energias positivas que nos proporcionem um pouco de tranquilidade, a
leitura de livros com mensagens edificantes, amigos leais que saibam ouvir sem
criticar e um posicionamento interno sobre como sobreviver a pais narcisistas
sem enlouquecer.
Sempre há uma solução, sempre há uma saída e o melhor a se
fazer quando não a vemos, é pedir ajuda sem medo de julgamentos ou críticas.
Para tudo tem um jeito!
Texto de autoria de: Letícia Gonçalves
Imagem: tudosobreminhamae .com

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