Um dos fatores mais comuns e marcantes é a falta de empatia
e a necessidade de ser o centro das atenções. Digo falta de
empatia porque a mãe narcisista, como percebe-se mais importante que os outros,
sentindo-se superior a todos, não consegue ver o outro como figura importante
em sua vida, sito é, não consegue perceber seus próprios limites e até onde
eles vão, enxerga e percebe somente seu espaço, suas dores, seus dramas, o
outro não é nada. Quando ela deixa de ser o protagonista e entende que está
para os filhos como um ator de papel secundário, irrita-se e ataca! Então é
muito difícil para uma pessoa com esse transtorno de personalidade ver antes do
alvo o ser humano, ver antes do “adversário”, um filho, ver antes do seu
joguete e do “brinquedinho” uma alma que necessita de respeito e compreensão.
O pai ou mãe com esse transtorno, infelizmente carece de empatia. Até os filhos “dourados” deixam de ser os “prediletos” caso discordem de seus pais narcisistas ou não os aplaudam em algum momento, são postos de lado e o ataque então começa: temos aí as sanções, as ofensas, os castigos, as chantagens emocionais, etc. Um pai ou mãe narcisista não aceita na maioria dos casos a ajuda de um psicólogo porque como não vê em si nenhuma falha nem erro, ao contrário sente-se a grande vítima diante de uma acusação correta ou de uma crítica necessária. E como sabemos quem não reconhece seus próprios erros não vê necessidade de corrigir-se, aí mora o problema, pois os filhos podem sofrer por toda uma vida nas mãos desses pais.
